segunda-feira, 23 de março de 2009

O que li nos jornais

Desde miúda, adoro ler jornais.
Algumas vezes fiz greve de fome, neste cso de leitura dos mesmos, mas o vicio é maior e lá retorno.
Tenho jornais obrigatórios do vício, e outros que intermitentemente entram no quotidiano.
Nesta semana, A crónica do Miguel STavares, completou o meu discurso interno.
Eu também não gosto do homem desde que assolou à janela! E já antes...
Poderia ir mais longe, tocar noutros itens, mas no contexto geral, a hipocrisia do ser e parecer, ficou evidenciada e mostrou um dos reis nús.
Os cargos exercidos pelos homens nem sempre correspondem à filosofia subsjacente dos mesmos, o que não invalida individualmente a fidelidade ou manutenção do caminho filosófico em que se acredita.
Juntando ao artigo de José Cutileiro "de grandes males grandes remédios"reitera a tristeza que
a geração de Chefes de grande envergadura está em declinio e enfraquecida.
Entramos em Era de aguas mornas, onde tudo é permitido, aceite, onde o encolher de ombros derreados faz o espelho das gentes.
O problema ou talvez não, espero seja breve a canga cansa e um dia destes a albarda vá ao ar!
Durante anos usei a palavra oral e escrita, para comunicar o meu pensamento e protesto, depois fui amolecendo, refreando a vontade equilibrada pela frustação e desilusão do que os olhos viam, recolhi à concha e a um uso mais restrito de audiência, mas hoje gostei do que li e volto à comunicação, pelo menos para dar força a alguns que continuam a levantar véus.
Não posso deixar de referir a iniciativa de "Milhares de ideias para melhorar o país"
A noticia refere 650 participantes. Para os milhõe de portugueses a percentagem é pequena, mas
será que o gasto da inteligencia e vontade de quem deu a cara valerá de alguma coisa e será ouvida? Espero sinceramente que sim, e contribua para as mudanças necessárias e urgentes.
Pelo menos leva o público leitor a reflectir, lembrar outros itens não abordados, e em tempo de escolha dos seus representantes, escolherem aqueles que lhes defendam as mudanças.
Mais uma vez os fatos domingueiros das campanhas não garantem os vestuarios usados no trabalho e continuarão enganosos, mas a formação e conciencialização fica.
A mudança da regulamentação nas Assembleias Municipais, poderia mudar hábitos e permitir uma maior intervenção pública, fazendo abalar o status fraudulento e pedante de quem esquece rápidamente a população que os elege chamar á ordem os seus representantes e desenvolver uma consciência cívica e interveniente da população.
E a procissão continuaria pela Assembleia da Republica e Parlamento Europeu.
Os prémios/cadeiras, dispendiosas dos Deputados Europeus, talvez começassem a ter mais visibilidade e serem mais responsabilizados.
Não posso deixar de referir as obras de modernização do "nosso" Parlamento que já começam a transtornar os deputados, pela visibilidade evidenciada nos computadores(as paciências, os mails, os textos) e o público a ver???
A procissão ainda nem saiu da igreja e já está a entrar em fogo!
Que Deus nos acuda!
Vou parar por aqui, espero nova oportunidade.
Até breve
MG

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