terça-feira, 2 de junho de 2009

No fundo de todas as questões o vil metal

Pois é, no fim de todas as questões o vil metal, que cega, deturpa as mentes, degladia os homens pelo poder de lugares de decisão em que melhor poderiam encher os bolsos, satisfazer os "amigos" e aumentar os benefícios!
Situações comuns, que sempre existiram, resguardadas com algum pudor, ou camuflagem pela maioria dos associados, porque as maiorias normalmente seriam as grandes exceções à regra...
Enfim ou sou crédula ou julgava que seria assim..
A Democracia trouxe mais abertura e muitas vantagens, tantas que hoje vale tudo, até esquecer, algumas regras da modernidade ultrapassada como ética, respeito pelo próprio e pelos outros e sentimento de vergonha!
Uma das regras fundamentais é a liberdade e apreender que a individual termina quando toca a liberdade de um outro.
Poderia continuar a divagar, mas entro na razão do meu comentário de hoje.
A última sessão de"pros e contras" de 1 junho de 2009, é a mostra de tudo que não deveria acontecer numa sociedade democratica e civilizada.
1º uma associação de gente que deveria ter por fim preservar a legalidade, o aprumo, a aceitação do votado, a fiscalização do direito, a moralidade e por fim a justiça na globalidade do conceito.
O que vi e ouvi numa degladiação de acusações, de falta do direito de resposta, respeito pelo direito de ouvir e comentar no final, mostrou-me um espectaculo de bairro antigo (o meu respeito por estas comunidades) em que todos são amigos e conhecidos, se tratam por "tu" num domingo de sol quando a música agrada a todos, mas se batalham e arrepanham cabelos se os "trocos"cairam em bolso errado, aí o verniz estilhaça completamente e descobrem-se apregoados aos quatro ventos os buracos das comadres que toda a gente conhece, mas o compadrio do bairro resguardava.

2ºQual o cerne da questão? No fim conclui que escondido, mas conhecido de todos, como motor de toda a desavença está o vil metal.

Luta de galos pelos poleiros adquiridos, benesses conquistadas, compradrios coniventes que um Bastonário mexeu no caldo, denuncia e quer mudar.

Não acredito em pureza de intenções, e no percurso da caminhada desta vida todos tropeçamos em areias da calçada, mas sei que é muito dificil lutar pela verdade, pela mudança e pôr ordem no cãos. É preciso coragem e principalmente muita, muita paciência!

3º O espectaculo que assisti representou, para mim, o estado em que está o país.
Uma degradação completa de principios, de seriedade de honestidade e de falta de vergonha.
A piramide foi representada numa das suas instituições máximas.
O país em todos os niveis e escalões é um saco roto a esbordar o fedor acrescentado nos últimos anos que já não aguenta mais.
O povo não é inocente que não veja o burro cheio de moscas sugando até ao tutano, vai pagando, dando a camisa o suor e a vida.
O vil metal esgotou, ou será que ainda há algumas moedas de reserva para disfarçar?
O PIB a diminuir, desemprego desenfriado, as reservas esgotadas, o caldo entornado e a mesa vazia, quem irá no fim da festa apagar a luz?
Os poleiros vão ruir e os galos vão fugir!
Claro que os espertos estarão acautelados, e bem acautelados, os bolsos cheios em qualquer lugar
e o povo anestesiado dará vivas em qualquer idioma a quem prometer pão.

Gostaria ter esperança que estamos no fim do ciclo de tormentas, mas pelo folclore das actuais campanhas , e pelas figuras repetidas, tristemente concluo que os tempos estão para durar!
Uma vantagem encontro, da população portuguesa as crianças até aos 6 anos ainda não têm mesada, logo estarão isenta do jogo e corrupção do vil metal.
Será que nem este pensamento estará correcto para me consolar?
A esperança embora fraquinha é a ultima a morrer, dizem...mas anda muito escondida...

Um abraço da formiginha
MG

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