Ao ler um artigo de blogue, fiquei admirada com a descrição do auto retrato da autora.
Uma jovem em crise existencial, mas com uma determinação e coragem de auto-análise, que nem duvido seja do signo de leão com o signo de peixes na 1ª ou 8ª casa do seu mapa astral.
Dito de outra maneira tem força, coragem, uma autocritica apurada, mas ao mesmo tempo falta de aceitação de si e integração no meio que a rodeia.
Idealista, centra em si própria a busca da perfeição dum mundo ideal ético e civico que só na mente dos idealistas existe e confunde quem exige de si esse ideal.
O que me admirou foi a coragem de transcrever para um blogue, porque normalmente essa frustação é interior e tornar público tem de ser leão para receber o elogio, a aprovação do esforço e o aplauso de ser extraordinária e acima do normal das gentes comuns.
Durante a leitura, em parte, reconheci-me quando jovem, mas fêz-me sentir velha agora, pela mudança que a vida me foi trazendo em compreensão dos outros e de mim mesma e aceitação que nada nem ninguém é perfeito mas é importante ter um ideal.
Isso mostra-nos uma meta a atingir e permite os tais varais do caminho essenciais a saber distinguir o correcto do imoral e modelar uma personalidade forte em auto controle e formar um ser social mais humanizado.
Também isso durante a juventude o faz irreverente e contestatário, mas principalmente muito interveniente.
E isso é muito bom por si próprio e para a mudança social.
Fico feliz pela contestação juvenil, não a agressividade, criminalidade e falta de educação duma grande parte dos jovens actuais, mas sim pela argumentação, atitudes e intervenção politica e social.
Os lideres distinguem-se pelo menor número no agrupamento, mas entusiasmam, arrastam e guiam.
O problema é saber e ver qual o ideal que os orientam.
A sociedade sempre vai avançando, com crises de liderança, algumas vezes com ideais prepotentes, alguns recuos, mas no caminho de maior humanização.
Acredito na força da juventude e na sua vontade de mudar o mundo para melhor.
Há qualidades que não devem mudar: honestidade, seriedade, solidariedade, respeito pelos outros e aceitação do outro tal qual é.
Um desabafo levou a outro, mas a esperança mantém-se
Um abraço da MG
quinta-feira, 23 de abril de 2009
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